A estrutura orgânica da DGLB integra duas Direcções de Serviços, a Direcção de Serviços do Livro (DSL) e a Direcção de Serviços de Bibliotecas (DSB), a Biblioteca Pública de Évora (BPE) equiparada a Direcção de Serviços e a Divisão de Planeamento e Gestão (DPG), todas coordenadas pela Direcção.
A Direcção de Serviços do Livro (DSL) não tem subdivisões orgânicas. Competem-lhe as questões relativas ao apoio à criação e à edição de obras portuguesas, à edição de obras do património literário português, à divulgação de obras de autores portugueses no estrangeiro (através do apoio à tradução de obras portuguesas e à edição no Brasil, bem como à edição de livros ilustrados por ilustradores portugueses, à participação dos autores portugueses em eventos internacionais), à participação da DGLB em feiras internacionais, ao apoio a instituições culturais (financiamento de prémios e outras acções). Competem‑lhe ainda as relações com organismos internacionais do sector e a cooperação com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) na área do livro e das bibliotecas. São da sua competência as acções do programa de promoção da leitura nas bibliotecas públicas e outras iniciativas que contribuem para a criação de novos públicos leitores. À DSL, conjuntamente com a Direcção, tem cabido a representação da DGLB na estrutura coordenadora do Plano Nacional de Leitura (PNL).
A Direcção de Serviços de Bibliotecas (DSB) compreende a Divisão de Apoio à Instalação de Bibliotecas e a Divisão de Desenvolvimento de Serviços Bibliotecários. Acompanha técnica e financeiramente o desenvolvimento da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas no que respeita, quer à participação financeira nos projectos dos municípios para construção e instalação de bibliotecas, quer ao acompanhamento de actividades e serviços por estas postas em prática. Neste campo, salienta-se o projecto RCBP em cujo portal se faculta: a) informação especializada relativa às bibliotecas, estimulando o contacto entre as unidades da rede; b) serviços para as bibliotecas e público em geral (ex.: serviços de pesquisa bibliográfica). A DSB é ainda responsável pela promoção e realização de encontros de bibliotecários, no âmbito da relação com as organizações profissionais do sector ou com iniciativas externas em que é chamada a participar.
A Biblioteca Pública de Évora (BPE), uma das mais antigas e mais ricas bibliotecas de Portugal, é, desde o dia 1 de Abril de 2007, um serviço dependente da DGLB. Compete‑lhe assegurar a gestão, salvaguarda e divulgação do seu acervo bibliográfico e documental, bem como proporcionar o acesso público à informação e ao conhecimento, contribuindo para a qualificação da comunidade local. O seu espólio inclui 664 incunábulos e 6445 livros impressos do século xvi, para além de vários núcleos de documentos manuscritos, de cartografia, música impressa e de mais de 20 000 títulos de publicações periódicas. A BPE é, desde 1931, beneficiária do depósito legal, ascendendo actualmente as suas colecções, a perto de um milhão de volumes. Presta serviços de referência, de informação e aconselhamento, de leitura presencial em três salas distintas (leitura geral, cimélios e hemeroteca), de reprodução de documentos em diversos formatos, de empréstimo domiciliário e de promoção e animação cultural. A procura dos serviços da BPE, que sofreu um declínio desde o início da década de 1990 até 2005, teve um incremento muito substancial desde então.
A Divisão de Planeamento e Gestão (DPG) integra secções de pessoal, contabilidade, economato e património, expediente, e ainda de planeamento e gestão orçamental, tecnologias e gestão de informação, e de apoio jurídico. Se a gestão corrente dos recursos físicos e orçamentais deve ser transparente na organização, o mesmo não se poderá dizer da gestão da mudança, isto é, da gestão da informação e da gestão dos recursos humanos. Está em desenvolvimento um novo modelo de avaliação dos organismos, dos dirigentes e dos funcionários, baseado na definição de objectivos mensuráveis (SIADAP III). As consequências da aplicação deste modelo têm o mais vasto alcance, quer no enquadramento do recurso humano, quer na sua remuneração, pelo que a gestão tem de reformular inteiramente a estratégia de informação. Do mesmo passo, o ambiente actual de constrangimento orçamental não pode inibir, nem o aumento do número de funções do organismo, nem a sua diversificação, pelo que os métodos de trabalho baseados no espaço e no recurso físico têm de ser substituídos pelos métodos de trabalho baseados no recurso virtual. Ganhando‑se em eficácia e eficiência, encurta‑se a distância entre o planeamento e a gestão e prepara‑se a organização para a mudança.