SÍTIOS ÚTEIS (Part 1)

Enquanto objecto que culturalmente nos define, o livro é, na sua aparente simplicidade e talvez também por isso mesmo, um dos mais extraordinários. Com o livro, ao longo da nossa história comum, vivemos as mais diversas aventuras e construímos relações fortes e intensas: objecto de paixões e de ódios, o livro foi e é simultaneamente acarinhado, amado, desprezado, renegado (Cf. Bibliomanias e Dicionário de termos literários).

Para os que não imaginam a vida sem livros, os livros testemunham a faceta mais nobre e intangível da nossa humanidade: dos livros das nossas bibliotecas pessoais, aos cuidados que lhes dispensamos, aos objectos que neles guardamos, aos livros que elegemos para um mundo melhor, literalmente, os Better world books.

Os livros consubstanciam, todavia, outras facetas humanas bem mais prosaicas e comezinhas: bens de consumo e de troca, os livros e as leituras movimentam um mercado de investimentos, negócios, empresas e profissionais de que apenas possuímos uma ideia aproximada e parcelar, como os números fornecidos sobre a Feira do Livro de Frankfurt 2008, por exemplo.